Em uma noite especial, encontrar-te sob o luar... Sentir o mesmo frisson que sempre sinto ao te encontrar... E entender que a conversa banal mascara nossos verdadeiros sentimentos... Em um momento de fraqueza, seguras minhas mãos e toda a cautela cultivada por tantos meses se desfaz em um beijo inesperado... Sentir seus lábios em minha pele arrepiada, não sei se pelo receio do proibido ou se pela sua respiração ofegante... Refugiamos-nos nas águas tranquilas da baía... O mar tépido envolve nossos corpos ardentes... Nossos olhos baços de desejo se encontram na busca por respostas para esse momento de loucura e entrega... O que os olhos transmitem nunca será oralizado, no entanto as línguas têm seus próprios meios para declarar a mesma verdade: Somos escravos do desejo... E a entrega iminente não pode ser impedida... A emoção vence a razão nesta noite de luar e nossas bocas se encontram com voracidade, provando, lambendo, sugando, mordendo na ânsia de proporcionar prazer, de reconhecer e descobrir os segredos de nossa libido, de desfrutar desta oportunidade única em duas vidas paralisadas pelas responsabilidades... Seu corpo me atrai demonstrando a carência... Sinto sua ereção a pressionar minhas nádegas e suas mãos atrevidas me despindo com vagar alucinante... As peças retiradas flutuam ao nosso redor indicando a intimidade do momento... Cada encontro anterior foi um prenuncio para a realização deste sonho que parecia impraticável... E agora finalmente nos entregamos... Dois corpos entrelaçados sob a água... Sentir suas mãos em minhas costas em um carinho inseguro, enquanto me beijas apaixonado, é um incentivo para minha alma indecisa... A brisa morna parece aprovar este encontro clandestino nos acariciando mansamente... A leveza da água nos aproxima e afasta em movimentos intermitentes, aumentando nossa febre... Você me ergue nos braços... Procurando meus seios com os lábios em um beijo eletrizante... Envolvo sua cintura com as pernas, sentindo suas mãos a me apoiar pelas nádegas... O movimento da maré nos coloca na posição ideal como se o mar concordasse com essa união e os deuses participassem deste encontro nos concedendo a resposta a uma prece... Sinto seu corpo escorregando junto ao meu e te beijo carinhosa... Tenho as mãos livres para te tocar intimamente, aumentando seu desejo... Guio seu pênis completamente ereto para que me penetres com mais facilidade... O prazer é tão intenso que sinto como se uma parte minha que estava danificada por esta rotina infindável, tivesse sido restaurada neste momento... Seu carinho e atenção me embalam em ondas de prazer alucinante, enquanto seus movimentos induzem a escalada do prazer e a mágica que há muito não vivíamos se faz presente em um momento de deleite quando juntos alcançamos o clímax... Estas horas furtadas ficarão em nossas memórias para sempre apenas esperando a ocasião em que a vida nos dará novamente a chance de uma nova união fugaz ou definitiva... E seguimos nos encontrando... Com o sentimento ambíguo de deleite e pesar... Cumprindo nossos papéis em uma pantomima de existência amenizada por esse amor impossível.
Anita

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