O tecelão
O tecelão deixou de trabalhar com o tear,
cheio de mágoa nas mãos.
Saiu da casa, com dores poisadas nas costas
e caminhou pela encosta do lamento,
em direcção ao rio.
Sentou-se na margem da tarde, e a solidão
enlouqueceu-o.
O tecelão, ficou com muito frio nos ossos
e no pensamento.
O tecelão ficou assim... à espera de morrer,
com os pés dentro da água gelada,
e o olhar
e o olhar
pendurado nos ramos dos salgueiros...
Alice Caetano
Belo.
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