O vento soprou de mansinho, desceu a montanha beijando as encostas
O sol escondeu-se sob o seu manto. Parecia já noite e o luar ainda não tinha beijado a terra.
Com um manto branco, de fina seda ela estava no meio da planície. ´
O vento sorriu-lhe ao passar nos seus cabelos, espalhando-os pelo ar. Os seus olhos fechados, o rosto levantado, a brisa que a cobria , o sonho que desesperara.
O vento corria e parecia não parar...
O sol escondeu-se sob o seu manto. Parecia já noite e o luar ainda não tinha beijado a terra.
Com um manto branco, de fina seda ela estava no meio da planície. ´
O vento sorriu-lhe ao passar nos seus cabelos, espalhando-os pelo ar. Os seus olhos fechados, o rosto levantado, a brisa que a cobria , o sonho que desesperara.
O vento corria e parecia não parar...
Ela abriu os braços levantando a seda do seu manto leve e branco .O seu corpo manifestava-se entre sombras. A parda luz da planície fazia antever os contornos luxuriantes do seu corpo.
- Voa vestido - dizia o vento - desnuda esta princesa!
Um sorriso lançado com o olhar aquele vento apaixonado, sem malícia, sem convite.
- Abre os braços meu amor, dizia o vento - abraça a minha brisa, aquece o meu ar, prende-me no teu coração. Deixa que o amor me trespasse. Tenho percorrido montes e vales, ruas e ruelas, caminhos e caminhantes; tenho enchido as velas dos barcos, as ondas do mar, mas só tu encheste o meu peito, só tu sopraste o amor para mim. Quem és tu bela donzela? De onde vens? Como nunca te vi?
Os seus lábios macios e sedosos movimentaram-se enquanto o seu manto branco de luz esvoaça.
- Sou a Lua . Sou eu quem te acompanha sempre que nas noite solitárias em que percorres o mundo à procura do amor. Sou eu quem te beija os pés quando envolves os apaixonados nas praias. Era eu naquela noite que choravas o mar, era eu quem te cobria os ombros e te amparava as lágrimas. Tenho te seguido pelo mundo, tenho coberto a tua brisa de prata.
- Como nunca te pude ver? Pergunta o vento
- Tu nasceste na ilha, no centro do Atlântico, Na perdida Atlântica.
- És um poeta dos ares, um poeta dos mares que banham as costas negras das ilhas.
Eu....?
Eu sou a Lua que vive no outro lado do mar
Sou a lua que banha o mar...
Sou a prata dos céus
Quis o destino que nos juntássemos. Quis Deus que nos encontrássemos.
Este pouco amor que nos reserva a noite
Ela fecha devagar os braços encolhe-se no seu manto branco de luz e vai subindo aos céus banhando o vento com o seu corpo.
Nesta noite o Vento e Lua encontraram-se para que os poetas percebessem o seu amor.
Esta noite a chuva irá cair...
São as lágrimas da Lua que beijam o Vento
São os seus cabelos e olhos que lhe acenam!
Que todos se molhem neste amor,
Da Lua e do Vento
Poeta das Marés
visitem o meu site em: http://poetamares.blogspot.pt/

Sem comentários:
Enviar um comentário